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Espaço de diálogo e socialização das diversas iniciativas realizadas no âmbito de ações e projetos da Universidade Federal do Pará, dando visibilidade aos movimentos de mudança e alargando para novas idéias e laboratórios de criatividade e cidadania. Pretende-se construir um ambiente interativo de partilha, que permita a disseminação de uma cultura da sustentabilidade, economia solidária e responsabilidade social.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Como deixar uma casa mais sustentável sem reformas

Fonte: Atitude Sustentável - 29.09.2011


Brasil - Para quem não vai mais construir uma casa, mas ainda assim quer morar em um local com menos impacto no meio ambiente, mudanças graduais podem ser feitas para melhorar o espaço. O importante é lembrar que mudanças bruscas podem gerar resíduos, que também não são necessários. Por isso, use todos os recursos disponíveis até o fim, e então, na hora da troca, opte por opções mais sustentáveis.

Confira a lista de coisas que podem ser feitas no ambiente:

1. Cultive plantas. Jardins, hortas e vasos de plantas são importantes para melhorar a qualidade do ar do ambiente. Por isso, plantar, nem que sejam pequenas mudas, é importante para deixar uma casa mais sustentável. Opte por plantas nativas, que irão apresentar um desenvolvimento melhor e menos cuidados, principalmente se forem as árvores. Já as hortas melhoram também a qualidade da alimentação.

2. Evite o uso de ar condicionado. Opte por deixar as janelas abertas ou usar o ventilador. Os aparelhos de ar condicionado utilizam muita energia para funcionar. Uma dica também é desligar o aparelho cerca de uma hora antes de sair do local, já que nesse tempo o ar permanecerá fresco.

3. Quando for trocar de móveis, opte por peças feitas de maneira sustentável e tente dar um novo uso para a peça antiga. Se não for mais reaproveitar na sua casa, doe ou venda para alguém. Se não for possível sua reutilização, tente encaminhar diretamente para uma instituição de reciclagem da sua cidade, que dará um encaminhamento correto para os materiais.

4. Troque as lâmpadas por luzes de LED. Elas podem ser mais caras, mas apresentam uma economia de até 40% em relação às lâmpadas fluorescentes e de até 88% com as lâmpadas incandescentes. Além disso, elas duram cerca de cinco anos a mais que os outros dois modelos.

5. Uma mudança simples é escolher um vaso sanitário com duas opções de quantidade de água liberada por descarga, que ajuda a diminuir o consumo desse recurso.

6. Faça a manutenção da sua casa. Pequenos vazamentos de água ou frestas de ar podem aumentar gastos com água e energia.

7. Pinte o seu telhado de branco. A iniciativa faz com que os raios solares sejam refletidos, diminuindo o calor dentro da construção. Além disso, pesquisas mostram que a iniciativa pode ajudar a diminuir o aquecimento global.

8. Quando for comprar eletrodomésticos, escolha modelos que gastem pouca energia. Eles são sinalizados com selos de eficiência do Procel e do Inmetro.

9. Um sistema de reutilização da água da chuva pelas descargas exige um pouco de obra, mas você pode coletar a água em bacias e usar para lavar as calçadas e carros, por exemplo.

10. Melhore a iluminação natural. Mantenha as cortinas abertas durante o dia e posicione móveis de uma maneira favorável. Por exemplo, coloque as escrivaninhas perto das janelas, lateralmente, sendo possível utilizar a luz do sol. Assim, se gasta menos energia elétrica.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Plano dos Resíduos Sólidos: saiba como contribuir na consulta pública


O Plano Nacional dos Resíduos Sólidos, parte fundamental para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, está disponível na internet desde segunda-feira, 5 de setembro, em versão preliminar. Além das contribuições via web, a sociedade brasileira também poderá fazer sugestões ou propor novos itens por meio de cinco audiências públicas regionais, distribuídas pelas regiões do país, e uma nacional, de consolidação.


De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos compreende o diagnóstico da situação atual dos diferentes tipos de resíduos, os cenários macroeconômicos e institucionais, as diretrizes e estratégias, e as metas para o manejo adequado dos resíduos sólidos no Brasil.


O documento foi elaborado pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, tendo por base o diagnóstico da atual situação dos resíduos sólidos no Brasil, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e os debates realizados no âmbito do Comitê Interministerial, formado por 12 ministérios relacionados com o setor.


Para participar através da internet, basta fazer o download do formulário disponível no site do MMA, preenchê-lo com os dados básicos e, em seguida, enviar o documento ao Comitê Interministerial até o dia 7 de novembro. As contribuições podem ser feitas levando-se em conta os capítulos 3 e 4 do plano: “Diretrizes e Estratégias” e “Metas”, respectivamente. O internauta tem a opção de referir-se ao texto atual publicado e à proposta em si, mencionar a página citada e apresentar justificativa.


Já o calendário das Audiências Públicas Regionais, cujas inscrições também podem ser feitas via internet, ficou definido da seguinte forma:


Setembro:


13 e 14 – Região Centro-Oeste: Campo Grande/MS (participação de Goiás, Mato Grosso e DF)


Outubro:


04 e 05 – Região Sul: Curitiba /PR


10 e 11 – Região Sudeste: São Paulo


13 e14 – Região Nordeste: Recife/PE


18 e 19 – Região Norte: Belém/PA


*publicado originalmente no site EcoD.






quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um Código sustentável Israel Klabin Presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS)

As atuais discussões no âmbito do Congresso Nacional para a aprovação do novo Código Florestal não devem ser pautadas por disputas partidárias ou demonstrações de força de um ou outro elo da cadeia política, nem privilegiar a agenda de agentes econômicos. Ao contrário, o debate deve fazer prevalecer uma visão de futuro em relação ao tema da sustentabilidade. Afinal, o formato final do novo Código Florestal é assunto sério demais para ser alvo de quedas de braço que pouco têm a ver com o verdadeiro interesse nacional.
Não faltam razões para que o quadro atual seja visto com preocupação. Um exemplo é o estudo patrocinado pelo Banco Mundial e divulgado pela revista "BioScience" este ano. O trabalho demonstra que se 20% da Amazônia forem atingidos pelo desmatamento a região passará por um processo de desertificação (Efeito Amazon Dieback), especialmente grave no Sul e no Leste da floresta. Nesse contexto, a anistia para crimes de desmatamento proposta pela votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados pode ser considerada verdadeira roleta-russa para toda a região, de fundamental importância para o equilíbrio climático do Planeta.
Por isso, é bastante alentador ver a Presidenta Dilma Rousseff sinalizar sua intenção de vetar a chocante proposta de anistia ao desmatamento, que uma vez aprovada funcionaria como senha para o avanço do desmatamento, depois de tantos esforços de diferentes setores da sociedade para frear esse processo nocivo nos últimos anos. A preocupação não poderia ser maior quando se sabe que a região precisa mesmo é de uma movimentação em direção oposta, ou seja, um reflorestamento agressivo capaz de aumentar a margem de segurança e conter o índice de cerca de 18% de área desmatada já atingida (muito perto, portanto, daqueles 20% considerados fronteiros de um estado de desertificação).
Também é essencial regulamentar o controle da exploração da floresta a partir da esfera federal. Permitir aos estados e municípios determinar os limites aceitáveis de desmatamento em seus territórios é uma receita para o desastre. Como a cada dois anos realizam-se eleições para prefeitos ou governadores no País, tal liberdade de decisão em níveis locais significaria abrir espaço para toda sorte de influências resultantes de variáveis políticas capazes de afetar a Floresta Amazônica. Esta deve ser manejada como um sistema integrado, e por isso tratamentos diferenciados exercitados por Estados e Municípios de acordo com suas conveniências transformariam rapidamente a região em um mosaico incontrolável e imprevisível.
O Governo Federal não pode permitir o desmatamento pensando que ampliará e democratizará o acesso à terra, com isso gerando um suposto aumento da produtividade do setor agropecuário. Isso porque o sucesso dessa atividade econômica depende da estabilidade do ecossistema no qual ela está inserida. A tese de que a Lei Florestal é injusta para pequenos agricultores ignora todas as ações do INCRA e da União com relação à política de reforma agrária, que por sinal não permite que assentamentos se instalem em florestas primárias.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, acaba de divulgar estudo que merece atenção. Ele revela que, caso a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados seja implementada, implicará em emissões adicionais de uma quantidade entre 18 e 25 bilhões de toneladas de Gases de Efeito Estufa na atmosfera. Esse retrocesso multiplicaria em muitas vezes as emissões atuais do Brasil e nos levaria a romper os compromissos de limites voluntários de emissão aprovados pelo Governo.
A Presidenta Dilma Rousseff será certamente reverenciada em nível internacional se atuar nessa arena de múltiplos interesses de forma a manter a reputação já conquistada pelo País: a de ter um dos melhores sistemas de proteção florestal do Planeta. Não há por que não esperar do Senado brasileiro seriedade e compromisso em relação ao tema, o que significa alterar substancialmente a versão do Código Florestal aprovada pela Câmara dos Deputados. Ao mesmo tempo, não há por que duvidar do papel decisivo que terá na moldagem de uma nova proposta o Senador Jorge Viana, homem cujas raízes repousam na Região Amazônica e cuja serenidade certamente contribuirá para produzir um Código Florestal à altura do Brasil e da relevância alcançada pelo País no cenário global.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Óleo de cozinha vira sabão em Barcarena

Muita gente não sabe, mas para fazer o sabão em barra usado para lavar louça ou roupa, a matéria-prima é o óleo de frituras. No Campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) em Barcarena, o projeto de extensão ‘Reutilização de Óleo de Frituras para a fabricação de Sabão Ecológico’, ensina a comunidade a fabricar o material de limpeza e a diminuir impactos ambientais.

Quando descartado em esgoto comum, o óleo de cozinha, além de gerar mau cheiro, pode causar entupimentos na rede de esgoto. Especialistas garantem que um litro de óleo é capaz de contaminar um milhão de litros de água, exigindo recursos financeiros consideráveis para separá-los.

Na Uepa, o projeto que transforma óleo em sabão começou a ser desenvolvido em 2010, pelos alunos Luciano Ramon Maciel e Emmanuelle Pantoja Silva, que hoje estão no quinto semestre de Ciências Naturais com Habilitação em Química. A ideia surgiu durante a realização da disciplina História da Ciência.

O ‘Reutilização de Óleo de Frituras para a fabricação de Sabão Ecológico’ foi além das salas de aula e conseguiu aprovação na Chamada 2010 do Projeto de Extensão Campus Avançado, desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Uepa. Na chamada, os alunos foram beneficiados com uma bolsa de estudo da própria Universidade. A partir daí, o projeto não parou mais de crescer entre a comunidade acadêmica do Baixo Tocantins.

Hoje, o projeto é realizado em comunidades carentes e escolas públicas, e inclui palestras de sensibilização sobre os impactos ambientais das sobras de óleo de fritura doméstica, em pontos comerciais, hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos.

O projeto também mostra às comunidades como é possível reaproveitar algo que era descartado para gerar um novo produto e também renda. “Todas as vezes que a gente vai apresentar esse projeto, é uma satisfação. Isso ajuda muito na nossa formação e na das pessoas”, diz a aluna Emmanuelle Pantoja.

Durante um ano de atividades, o projeto já percorreu a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) no município, a Organização Não Governamental Projeto Bola, Futebol e Arte, na Comunidade do Laranjal, e também o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Segundo o coordenador do Campus, Alex Otobo, na próxima fase do projeto, prevista para o segundo semestre, a proposta é instalar uma minifábrica de produção de sabão em barra no assentamento dos catadores de lixo na Vila dos Cabanos.

“Estamos em negociação com os proprietários dos hotéis da região, com a Associação dos Barraqueiros da Praia do Caripi, a empresa Alunorte e alguns comerciantes locais. Os hotéis da região, além de fornecerem o óleo bruto, também se responsabilizam em comprar toda a produção do sabão em barra a preço de mercado”, adianta Otobo.

SABÃO EM BARRA - RECEITA (500 ml)

- 250 ml de óleo de fritura usado;

- 50 ml de soda cáustica;

- 50 ml de água;

- 25 ml de desinfetante (pinho);

- 50 ml de álcool.

MODO DE FAZER

- Misture óleo, álcool, água e desinfetante até ficar homogêneo.

- Adicione a soda cáustica lentamente. Mexa por cerca de 20 minutos. Deixe descansar por dois dias e está pronto.

- Use recipiente de vidro.

- Ao manipular a soda cáustica, use luvas, avental, óculos e máscara de proteção.


(Ascom/Uepa)

Fonte : DOL 01/08/11