- UFPASustentável
- Espaço de diálogo e socialização das diversas iniciativas realizadas no âmbito de ações e projetos da Universidade Federal do Pará, dando visibilidade aos movimentos de mudança e alargando para novas idéias e laboratórios de criatividade e cidadania. Pretende-se construir um ambiente interativo de partilha, que permita a disseminação de uma cultura da sustentabilidade, economia solidária e responsabilidade social.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Semana do Meio Ambiente 2012
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Data
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Evento
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Local
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Responsável/Palestrante
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04/06
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9h - Oficina de
reaproveitamento e reciclagem de materiais.
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Trazer três garrafas de água de plásticos vazias e uma lata de creme
de leite, leite moça ou molho de tomate vazias.
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LAB. DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DO CEAMAZON.
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Profª Carmem Dias e
bolsistas do Sublaboratório de Eco-compósitos da Faculdade de Engenharia
Mecânica. Tel: 3321-8910. Org: Solange Campos.
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05/06
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9h - Mesa de Debate UFPA
Sustentável: Caminhos para sua construção a partir de estudos na Cidade
Universitária.
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AUDITÓRIO DO CAPACIT
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Antônio ABelém
(PCT/Guamá)
Lúcia de Fátima
Almeida (Prefeitura/UFPA)
Jaqueline Sarmento
(Prefeitura/UFPA)
Adnilson Igor Martins
da Silva (Prefeitura/UFPA)
Gabriel Hiromite
(Prefeitura/UFPA)
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06/06
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9h - Caminhada e
plantio de mudas.
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PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - GUAMÁ
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Solange Campos, ascom@fundacaoguama.org.br.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Amazônia + 20
Inscrições para o seminário siga o link: http://www.formfacil.com/amazonia20/inscricao
Obs: As inscrições são gratuitas e se encerram no dia do evento (28 de maio de 2012), os participantes terão direito a certificado emitido on-line (Carga Horária 16h). Após o preenchimento do formulário as inscrições serão confirmadas automaticamente.
Para maiores esclarecimentos sobre as atividades programadas no evento, entre em contato com o fone: 3201-8749 / 3201-8435 / 8821-1490 (Sônia Sollano) - 8272-1118 (Professor Alberto)
LOCAL: Universidade Federal do Pará – Belém, Pará, Brasil
Dia 28: Centro de Convenções Benedito Nunes
Dia 29: Instituto de Ciências Jurídicas
Inscrições on-line: http://ufpasustentavel.blogspot.com
APRESENTAÇÃO
De 13 a 22 de junho de 2012 está programada a Conferência das Nações Unidas
sobre Desenvolvimento Sustentável – RIO+20, com eixos de discussão centrados na
emergência de uma economia verde com inclusão social (erradicação da pobreza) e os
desafios da governança global para o desenvolvimento sustentável, num contexto de
baixas emissões de gases do efeito estufa (GEE) e aproveitamento de fontes renováveis.
A ECO 92 oportunizou debates importantes, mas hoje, o desafio está na elaboração e implementação de políticas pautadas no compromisso de manter o desenvolvimento socioambiental sustentável, que tenha como foco principal o equilíbrio de uma relação saudável, produtiva e harmônica entre o ser humano e a natureza.
Nesta perspectiva, potencializar e religar o conhecimento científico com os saberes das populações tradicionais como esforço transdisciplinar, maximizar potencialidades endógenas como o ecoturismo e regular serviço ambientais estratégicos, são apenas algumas iniciativas que precisam e podem ser subsidiadas por ações articuladas de ensino, pesquisa e extensão, para as quais a Academia, em sua relação com a sociedade, tem um papel estratégico.
A UFPA comprometida com as questões da Amazônia, em parceria com outras instituições que atuam na região, convida para o Seminário “Amazônia+20: Construindo uma Agenda de Sustentabilidade”, com o objetivo central de debater e subsidiar a elaboração de políticas públicas, formatando uma agenda de ações sustentáveis a partir de seu próprio lócus de ação, as Universidades.
PROGRAMAÇÃO
Dia 26 de maio – Sábado
. Inauguração do Bosque „UFPA Sustentável‟, com plantio de algumas árvores visando à preservação de algumas espécies da Amazônia, sobretudo aquelas consideradas em extinção.
. Caminhada e passeio ciclístico: “A caminho de uma vida sustentável e saudável”.
. Lanche no Bosque Camilo Viana (atitude solidária, que ocorrerá com a contribuição dos participantes que devem levar frutas e sucos regionais).
Dia 28 de Maio – Segunda Feira
8hs – Inscrições.
9hs – 9hs30 – Abertura Oficial do Evento
9hs30 - 10hs30 – Conferência “Desafios e perspectivas da RIO+20” - Ministra do Meio Ambiente
10hs30 - 11hs – Intervalo
11hs – 13hs
Mesa 1: Economia verde e inclusão social
Moderador: Alberto Teixeira - UFPA
Norma Ely – UEPA
Marcelo Diniz – UFPA
Oriana Trindade - UFPA
13hs – 14hs30 - Almoço
14hs30 -16hs30
Mesa 2 – Biodiversidade, recursos genéticos e populações tradicionais
Moderador: Denise Machado - UFPA
Reginaldo Tembé – Líder indígena e Secretário de Meio Ambiente
Ima Vieira – Museu Emílio Goeldi
Violeta Loureiro - UFPA
16hs30 – 17hs – Intervalo
17hs – 19hs
Mesa 3 – Universidades Sustentáveis: visões e experiências
Moderador: Erick Pedreira - UFPA
Representantes da UFPA, UFOPA, UFRA, UEPA
Dia: 29 de Maio - Terça Feira
9hs – 12hs
Mesa 4: Territórios de populações tradicionais, serviços ambientais e o futuro da
Amazônia
Moderador - Thomas Mitschein - UFPA
Marcio Santilli - Instituto Socioambiental
Virgílio Viana - Fundação do Estado de Amazonas
Representante do governo do Acre
Almir Suruí - Rondônia
Representante do Governo do Pará
Representante do Ministério do Meio Ambiente
12hs-14hs - Almoço
14hs – 16hs horas
Mesa 5: Serviços ambientais: relato de experiências
Moderador – Gilberto Rocha - UFPA
Projeto Suruí Carbono - Estado de Rondônia
Projeto Mutirão Tembé - Estado do Pará
16hs – 16hs30 – Intervalo
16hs30 – 18hs
Mesa 6: Definindo agendas locais e fortalecendo mutirões interinstitucionais em
benefício das populações tradicionais da Amazônia: Um desafio da política regional.
Moderador – Thomas Mitschein - UFPA
Universidade Federal do Pará
Ministério Público Federal
Fundação Nacional do Índio
Governo do Estado do Pará
Convidados da Mesa Redonda realizada pela manhã
18hs – Encerramento com Coral da UFPA, apresentações folclóricas e Coquetel
O seminário será filmado e transmitido via Web, simultaneamente ao evento.
Promoção
Universidade Federal do Pará
Apoio
Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA
Universidade Federal Rural do Pará - UFRA
Universidade do Estado do Pará - UEPA
Ministério do Meio Ambiente
Contatos e inscrições on-line:
http://ufpasustentavel.blogspot.com
quinta-feira, 22 de março de 2012
O dia mundial da água deve ser momento profundo de reflexão sobre o nosso padrão perdulário de produção e consumo, diante da finitude dos recursos da mãe-natureza. Ao contrário do discurso da abundância, a utilização predatória dos recursos hídricos na Amazônia, pela inoperância do poder público e visão geopolítica míope das elites políticas, colocam em risco a satisfação das necessidades básicas das atuais e futuras gerações. O texto abaixo de Leonardo Sakamoto é um convite para se repensar um dos grandes desafios deste século 21.Alberto Teixeira
Acho ótimo que pessoas e empresas estejam engajadas para o Dia Mundial da Água, que se comemora hoje. Portanto, essa onda para não
ser apenas uma ação de marketing no calendário anual da lavagem de marca é preciso de substância. Até porque água é um bem escasso e não pode ficar sendo usado para retirar manchas que só vão ser removidas com ações reais que mudem a forma como se faz negócios e não apenas perfume o que está sujo. E não é apenas o uso racional do que se retira do meio ambiente, pois água não serve só para cozinhar, tomar banho ou fazer cerveja. Resgato debates que já fiz aqui para aproveitar a efeméride.
Não estou menosprezando o problema causado pela retirada de água do ambiente, sem uma devida análise dos impactos. O lençol freático de muitas localidades produtoras de frutas no Brasil está cada vez mais baixo por conta da irrigação. Em outros locais, há brigas antigas com
fábricas de bebidas por conta dos baixos valores pagos para a utilização do recurso. Há ainda a situação de projetos de irrigação de pequenos proprietários que estão parados porque ninguém tem grana para pagar a conta da água no final do mês. Mundo maluco? Nada, faz sentido – a gente é que não percebe.
Mas pensar racionalmente a água passa por racionalizar a construção de grandes hidrelétricas, que afogarão comunidades ribeirinhas ou indígenas em algum lugar ou irão maltratar trabalhadores nos
canteiros de obras, em detrimento a apostar em formas mais limpas de produzir energia – que hoje são caras por falta de investimento. Ou a contaminação de rios, córregos e lençóis freáticos com agrotóxicos, um problema lento, que vai se acumulando com o tempo de forma silenciosa e discreta.
Muito tempo atrás, durante as brigas do amianto, um advogado que defendia o interesses dos trabalhadores trouxe um pedaço do produto para ser mostrado em uma audiência judicial com os que defendiam as
empresas. O amianto, acusado de causar danos à saúde dos trabalhadores, circulou na mesa. Do lado corporativo, que defendia que o produto era inofensivo como uma bola de gude, ninguém quis tocá-lo… Quando a Anvisa faz uma reavaliação toxicológica de substâncias químicas, parte dos produtores alega que vetos causarão aumento de custos. Entendo o lado deles, mas aceitar algo que não está de acordo com os padrões mínimos é uma bomba-relógio que vai explodir em algum momento, em algum lugar. Em pontos de recarga do Aquífero
Guarani, aquele conjunto de reservatórios subterrâneos no Centro-Sul do Brasil e Mercosul do tamanho de um mar, já se constata contaminação e em áreas de atividade intensiva de químicos na agricultura.
pesticidas mesmo, não sou eu que vou ter minha casa inundada por uma
hidrelétrica e nunca ser ressarcido, não sou eu que vou ser acusado de não cuidar da cadeia produtiva da água. Na melhor linha, do “só é errado se te descobrem”.
Ninguém considera que quando demando um produto, mesmo que não possua água diretamente em sua fórmula, sou responsável pela
forma como ele foi feito – incluindo a água usada em sua fabricação. Banho curto, não lavar a calçada com a mangueira, usar sistemas de descarga mais inteligentes são importantes. Mas são apenas a ponta do iceberg. A capacidade do consumidor de dizer não para empresas que criam os mais diferentes impactos na água do planeta, impactos que, às vezes, não estão à mostra, pode fazer uma diferença gritante no final das contas.
Afinal, a vida se conecta pela água – mas também pode ser por ela destruída.
* Publicado originalmente no Blog do Sakamoto.
