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Diretrizes Programáticas da Rede
Sustentabilidade
Somos um país
soberano e independente, mas com pouca capacidade de interferir nos foruns e
mercados globais. Um país rico, livre e plural, mas com graves indicadores de
violência, desigualdade e pobreza. Somos a sexta economia do mundo, mas
não conseguimos dar educação de qualidade e garantir bom atendimento de saúde
para todos.
Estamos sempre
atrás de respostas e não vemos o que temos de melhor para encontrá-las: a
diversidade étnico-cultural de nosso povo, o domínio sobre parte considerável
da biodiversidade e da água doce do planeta, um território de extensão
continental com uma rica variedade de biomas cujo papel é fundamental no
equilíbrio climático e no desenvolvimento científico, tecnológico e econômico
de nosso país e do mundo.
Temos avançado
com perseverança na construção da democracia brasileira. Superamos uma
ditadura militar de mais de duas décadas, aprovamos o impeachment do primeiro
Presidente eleito sob a redemocratização, debelamos um processo inflacionário
arrasador que parecia não ter fim e iniciamos importante trajetória de
redução das desigualdades sociais que ainda marcam nossa sociedade.
Prevalece,
contudo, um modelo econômico que privilegia alguns setores em detrimento a
aplicação de recursos em áreas essenciais ao desenvolvimento do País e ao bem
estar da sociedade. Continuamos insistindo numa concepção que não consegue
transformar em estratégia de desenvolvimento nossa privilegiada condição de
detentor de um patrimônio ambiental único.
É significativo
que as instituições políticas e os sucessivos governos, nas últimas décadas,
não tenham absorvido e dado relevo ao papel crucial da sustentabilidade
ambiental dentro do processo de desenvolvimento. A exploração dos recursos
naturais segue sendo predatória, com baixa agregação de valor e uso intensivo
de agrotóxicos. Esta é uma realidade que não diz apenas de questões
ambientais. Ela aponta para um equívoco de visão cujas dimensões precisam ser
melhor compreendidas.
Uma das
peças-chave para uma correção de rumos está no sistema político e sua
estreita relação com o modelo de desenvolvimento. Basta, para isso, ver quais
são os principais doadores de campanha e as leis feitas pelos eleitos, que
com frequência fortalecem os valores que se contrapõem ao desenvolvimento
sustentável, à ética, à justiça social, ao aprofundamento da democracia e aos
princípios civilizatórios básicos.
São graves os
problemas relacionados ao desgaste e ao descrédito da política, dos políticos
e do sistema de representação, sobretudo porque afastam grande parcela da
sociedade das decisões públicas, quando não a leva ao alheamento e total
indiferença às decisões políticas. Permanecem hegemônicas as velhas práticas
políticas que vêm do colonialismo, do populismo, do racismo, do totalitarismo
e outras formas de dominação e corrupção que ainda configuram uma cultura
arraigada e difícil de mudar. O processo de construção da nossa república
ainda está incompleto.
Mesmo sendo da
natureza dos partidos políticos o confronto de posições e projetos e a
disputa legítima pelo poder de Estado para realizá-los, o objetivo
de permanecer no poder a qualquer custo os esvazia de suas
premissas fundantes que são corresponder aos clamores e urgências da
população e expressar as demandas da sociedade, de forma democrática,
competente, ética e justa.
Nosso sistema
político-partidário, a pretexto de gerar condições de governabilidade,
enredou-se numa lógica própria fisiológica de formação de base de apoio
parlamentar, solapando cada vez mais as possibilidades de emergirem
diferentes e verdadeiros projetos de desenvolvimento que se ofereçam como
alternativas à escolha dos cidadãs e cidadãos. A maioria dos programas são
feitos sob medida para os períodos eleitorais, sem compromisso real de
implementação, tangidos pelo carisma de nomes e pelo imediatismo das palavras
de ordem escolhidas por esquemas cada vez mais caros e sofisticados de
marketing.
Passada a
eleição, o poder fecha-se para a sociedade, empurrando-a para o passivo lugar
de mera expectadora do processo político. Ao mesmo tempo, começa a preparar a
composição de forças para as próximas eleições, com base na distribuição de
cargos e vantagens, como se ainda estivéssemos nas capitanias hereditárias. A
teórica separação dos poderes dá lugar à exacerbada predominância do
Executivo e da União, num regime com ranços imperiais, assentado sobre uma
noção de governabilidade que se traduz na repartição dos pequenos, médios e
grandes poderes, prerrogativas e orçamentos de Estado, tornando inviáveis
políticas públicas com organicidade, planejamento, integração e visão de
longo prazo.
Essa prática, que
se vende como inexorável, interage com o poder econômico, consolidando a
cultura viciosa de tolerância do uso privado dos bens públicos e levando a
insuportáveis distorções na aplicação dos recursos financeiros, tecnológicos,
naturais e humanos do Brasil. O interesse público fica refém do poder
econômico, do calendário político e das conveniências e acordos de
bastidores. Chegamos a um ponto perigoso de relativização ética e de
aceitação, como naturais, de práticas lesivas à sociedade.
A Nova Política – reinvenção e urgência
Viemos à público apresentar
uma proposta de ação que é também uma escolha: contribuir com o impulso
grandioso de mudanças políticas, culturais, sociais, éticas e humanas que
está em ebulição na sociedade brasileira.
Acreditamos que
as redes, como forma de agregação e organização, são uma invenção do presente
que faz a ponte para um futuro melhor. A concepção de rede baseia-se numa
operação democrática e igualitária, que procura convergências na diversidade.
É um instrumento contra o poder das hierarquias que capturam as instituições
democráticas e, ironicamente, fazem delas seu instrumento de dominação. Pois
é em rede com a sociedade que queremos construir uma nova força política, com
alianças alicerçadas por uma Ética da Urgência, tendo como horizonte a
construção de um novo modelo de desenvolvimento: sustentável, inclusivo,
igualitário e diverso.
Felizmente,
conforme se constata na eclosão de movimentos de protesto mundo afora e
Brasil adentro, um número cada vez maior de pessoas vai à luta, de múltiplas
maneiras, para aumentar sua participação direta nas decisões públicas e mudar
o caráter e alcance da ação política para sintonizá-la com as demandas
nacionais e com os desafios das crises globais que clamam por respostas
urgentes.
Somos parte desse
amplo movimento que almeja por mudanças e, com essa motivação, nos
organizamos na forma de um partido novo que tem, como seu maior desafio, ser
um espaço de inovação no sistema político brasileiro, de mobilização para
alimentar uma nova cultura política que ajude a superar as formas estagnadas
de realização do fazer político, onde hoje prevalece a destruição ou
assimilação em lugar da troca. Não queremos ser mais um participante do
assalto ao Estado, mas um abrigo para forças de dentro e de fora do sistema
partidário, na luta para colocar a política a serviço do bem comum.
O que virá
dependerá do que formos capazes de criar e produzir, de inventar e
distribuir, a partir deste encontro de sonhos e épocas, de gerações e
destinos. Não temos respostas prontas, mas temos certeza de que este é
o caminho que queremos percorrer para construir respostas às indagações do
presente e do futuro.
O Brasil precisa
começar a pensar-se como um dos líderes do futuro, num mundo onde sobra
irresponsabilidade e falta coragem para enfrentar tanto a crise provocada
pela desastrosa ideologia vigente de governança global da economia, quanto
aquela expressa pela gravidade dos fenômenos climáticos extremos, do consumo
excessivo e desigual da água, solos e biodiversidade, que coloca em risco a
nossa própria existência no planeta.
Não é mais a hora
de procurar um protagonismo equivocado, que almeja ascender ao modelo
“primeiro mundo”, mas, sim, de nos envolvermos com determinação, competência
e garra na construção de um mundo diferente e melhor, fundado em valores
como a fraternidade e generosidade ética, em formas
de saber e atitudes de viver elaboradas individual e coletivamente.
Temos o grande auxílio das novas tecnologias de informação e comunicação;
precisamos usá-las intensivamente em favor de idéias e da aglutinação de uma
força política transformadora, criativa, empreendedora e radicalmente
democrática.
Propomos aos
cidadãos e cidadãs de todos os segmentos e de todas as idades que se unam
para valorizar nosso sistema político, recriando-o e sintonizando-o
com um projeto de desenvolvimento no qual ecologia, economia, justiça social,
ética, gestão do Estado e prática política sejam compatíveis. Almejamos o
fortalecimento da sociedade civil e da cidadania ativa, verdadeira fonte de
governabilidade e de direcionamento da ação do Estado.
Não faltará quem
diga que tudo é apenas sonho. Para nós, sonho é apenas aquilo que ainda não
está realizado, é o teto sob o qual se reunirão aqueles que querem fazer
valer a sua vida, que acreditam na força coletiva, que não aceitam
interdições à sua liberdade e ao seu direito de aspirar a um futuro melhor.
Temos o desafio de instigar novos processos, unir as forças, a indignação e a
criatividade dispersas. Apostamos na lógica colaborativa e fraterna.
Não podemos mais tolerar a verticalização das decisões e ganhos, enquanto as
perdas são cotidianamente horizontalizadas.
Queremos ser a
ferramenta de realização de sonhadores, pois não há outra maneira de ir
adiante quando tudo parece difícil e até mesmo intransponível!
Plataforma de ação política
Política renovada
significa iniciativas inovadoras, em essência, palavras e atos, visão e
experiência, que se traduzem por um redirecionamento de forças e afetos para
o objetivo comum. Queremos uma organização política diferente, que abra à
sociedade uma porta para se engajar na quebra do monopólio que os atuais
partidos exercem sobre o Estado, demonstrando que outra forma de
governabilidade e poder político é possível e viável.
Para isso, a
proposta que apresentamos à sociedade brasileira, de criação de um partido
político novo, tem como principais bandeiras:
1) Mudanças no
modelo econômico para a construção de um projeto de desenvolvimento
socialmente includente e ambientalmente sustentável que considere como
estratégias prioritárias:
• valorização do
nosso patrimônio socioambiental, viabilizando a transição para uma economia
sustentável;
• justiça e
eficiência tributária e a reforma do Pacto Federativo;
• taxas de
juros em patamares que induzam os investimentos produtivos nos setores vitais
para o desenvolvimento sustentável do País;
• planejamento e
implementação da logística de transporte e da infraestrutura de forma
compatível com a gestão estratégica dos recursos naturais;
• valorização da
remuneração dos trabalhadores e aprimoramento de sua qualificação
profissional;
• diversificação
da matriz energética em busca de uma matriz limpa e segura;
• democratização
do acesso à terra e uma política agropecuária que recupere a função
estratégica do setor para a segurança alimentar, melhoria da qualidade de
vida da população e preservação dos nossos biomas; e
• investimento em
conhecimento e em inovação.
2) Reforma do
sistema político que permita a emergência de outro modelo de governabilidade
que não se baseie na troca de vantagens fisiológicas para a manutenção de
feudos de poder e garanta:
• candidaturas
independentes, sem a exigência de filiação partidária, para quebrar o
monopólio dos partidos sobre os cargos de representação, e renovação de
lideranças políticas com limitação a uma reeleição de mandatos parlamentares,
com possibilidade de ampliação mediante plebiscito a ser realizado entre os
filiados;
• financiamento
público de campanha e teto máximo de doações por pessoa jurídica e física;
• fim da
reeleição para os cargos do Poder Executivo com ampliação do tempo de mandato
para inibir o uso da máquina administrativa para fins eleitorais;
• criação de
novos instrumentos para o exercício da democracia direta e resignificação dos
já existentes;
• ampliação dos
processos de participação da sociedade nas decisões do governo, apoiando ou
elaborando propostas de poder multicêntrico e aberto;
• inovação na sua
estrutura interna, de modo a garantir a participação direta dos filiados nas
suas decisões políticas e no diálogo com a sociedade, começando por consulta
pública a filiados e grupos sociais organizados sobre a continuidade da
#rede.
3) Educação
pública e universal de qualidade em todos os níveis, integral inclusiva,
formadora de cidadãos comprometidos com uma vida social solidária e
sustentável e preparados para os desafios de uma sociedade cada vez mais
demandante de informação e conhecimento, como princípio fundante de uma
verdadeira República baseada na igualdade de oportunidades para todos.
4) Democratização
do sistema de comunicação, garantindo-se a liberdade de expressão,
transparência, livre acesso à informação e ao conhecimento, valorização das
diversas formas de manifestação cultural e o princípio de neutralidade da
rede, a governança com ampla participação de setores da sociedade civil e uma
banda larga de qualidade.
5) Respeito aos
direitos humanos, garantia de igualdade de gênero e repúdio a todas as formas
de discriminação: étnica, racial, religiosa, sexual ou outras, garantindo a
cada grupo espaço próprio de participação política e de respeito e atenção às
suas demandas específicas.
6) Redução das
desigualdades e erradicação da pobreza por meio da garantia do acesso e da
oferta de oportunidades a indivíduos e famílias, para sua inclusão na
sociedade.
7)
Universalização e melhoria dos serviços de saúde, com ênfase na atenção
básica, da qualidade de vida com condições dignas de moradia,
alimentação saudável e em quantidade suficiente, prevenção de doenças,
saneamento básico, redução da violência e promoção da cultura de paz como
valores centrais das políticas governamentais.
8) Defesa dos
Direitos animais por meio da abolição de todas as formas de crueldade contra
animais e de políticas púbicas para o bem-estar de animais urbanos, selvagens
e de uso comercial.
9) Reforma urbana
que transforme nossas cidades em espaços saudáveis, democráticos e seguros,
que garanta o direito a moradia como forma de cidadania e possibilite o
redirecionamento dos investimento em mobilidade para priorizar os pedestres,
o transporte ativo e o transporte público.
10) Política
externa baseada na cultura da paz, na promoção dos direitos humanos, da
autodeterminação dos povos, do não intervencionismo bélico, de uma ampla
democracia e da sustentabilidade e comprometida com a redução das
desigualdades e a construção de instituições efetivas de governança global.
Promoção do debate, do intercâmbio e do diálogo a nível internacional com
outros movimentos e partidos que defendam as mesmas bandeiras propostas pelo
Partido.
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- UFPASustentável
- Espaço de diálogo e socialização das diversas iniciativas realizadas no âmbito de ações e projetos da Universidade Federal do Pará, dando visibilidade aos movimentos de mudança e alargando para novas idéias e laboratórios de criatividade e cidadania. Pretende-se construir um ambiente interativo de partilha, que permita a disseminação de uma cultura da sustentabilidade, economia solidária e responsabilidade social.
domingo, 10 de março de 2013
MANIFESTO POLÍTICO, www.brasilemrede.com.br
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Sete dicas para economizar papel
Dois lados
A primeira delas é utilizar os dois lados das folhas - uma forma de aproveitar ao máximo a matéria e evitar gastos desnecessários, já que a fabricação do produto exige uma grande quantidade de água e energia.
Impressão consciente
Outra forma é evitar o desperdício na hora da impressão. Pense bem antes de mandar um texto ou arquivo do computador para a impressora. Faça uma revisão e evite a impressão errada, que leva ao gasto desnecessário de papel.
Cartões virtuais
Em aniversários, no Natal e em outras datas comemorativas envie um e-mail ou um cartão eletrônico no lugar do tradicional de papel - é mais barato, cumpre a mesma função e poupa as escassas árvores.
Correios desnecessários
Se você é adepto do home banking, bloqueie o envio de extratos mensais pelo correio e consulte os dados de sua conta pela internet. Isso economiza papel e combustível.
Na mesa
Na hora de preparar a mesa para o almoço ou o jantar, utilize guardanapos de pano. Eles são reaproveitáveis e ambientalmente mais corretos.
Embalagem
Se for comprar presentes para alguém, não os embale com papéis brilhantes, laminados ou com purpurina. Eles são de difícil reciclagem.
Lixo no lugar certo
Não jogue bitucas de cigarro e papel higiênico nos vasos sanitários. Isso evita o desperdício de água tratada e problemas nos encanamentos.
O que pode ou não ser reciclado?
Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado e separe o lixo da forma correta/Foto: * starrynight1
Hoje em dia é comum ver pessoas e organizações realizando a coleta seletiva. Apesar de suas boas intenções, muitos materiais não recicláveis acabam indo para o lugar errado e atrapalham o trabalhado dos recicladores. Para evitar esse problema, saiba o que pode e o que não pode ser reciclado!
Papel
Servem para reciclagem:
• papéis de escrever- cadernos, papéis de escritório em geral;
• papéis de impressão - jornais, revistas;
• papéis de embalagem - papéis de embrulho em geral, papel de seda, etc.;
• cartões e cartolinas - caixas de papelão e cartolinas em geral;
• papéis especiais - papel kraft, papel heliográfico, papel filtrante, papel de desenho.
Não servem para reciclagem:
• papel vegetal;
• papel celofane,
• papéis encerados ou impregnados com substâncias impermeáveis;
• papel-carbono;
• papéis sanitários usados;
• papéis sujos, engordurados ou contaminados com alguma substância nociva à saúde;
• papéis revestidos com algum tipo de parafina ou silicone;
• fotografias;
• fitas adesivas e etiquetas adesivas.
Plásticos
Servem para reciclagem:
• todos os tipos de embalagens de xampus, detergentes, refrigerantes e outros produtos domésticos;
• tampas plásticas de recipientes de outros materiais;
• embalagens de plástico de ovos, frutas e legumes;
• utensílios plásticos usados, como canetas esferográficas, escovas de dentes, baldes, artigos de cozinha, etc.
Não servem para reciclagem:
• plásticos (tecnicamente conhecidos como termofixos), usados na indústria eletro-eletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos;
• plásticos tipo celofane;
• embalagens plásticas metalizadas, por exemplo, de alguns salgadinhos;
• isopor.
Vidro
Servem para reciclagem:
Todos os vidros, como:
• garrafas de bebida alcoólica e não-alcoólica;
• frascos em geral ( molhos, condimentos, remédios, perfumes, produtos de limpeza);
• potes de produtos alimentícios;
• cacos de qualquer dos produtos acima.
Não servem para reciclagem (exceções):
• espelhos;
• vidros de janelas;
• vidros de automóveis;
• lâmpadas,
• tubos de televisão e válvulas;
• ampolas de medicamentos,
• cristal;
• vidros temperados planos ou de utensílios domésticos .
Metais
Todos os tipos de metal são recicláveis.
Orgânico
Servem para reciclagem:
• restos de legumes, verduras, frutas e alimentos;
• filtros e borra de café;
• cascas de ovos e saquinhos de chá;
• galhos de poda, palha, flores e cascas de árvores;
• papel de cozinha;
• caixas para ovos e jornal;
• penas e cabelos;
• palhas secas e grama (somente em pequenas quantidades).
Não servem para reciclagem:
• carne, peixe, gordura e queijo (podem atrair roedores);
• plantas doentes e ervas daninhas;
• couro, borracha e tecidos;
• óleos;
• cinzas de cigarro, de madeira e de carvão, inclusive de churrasco;
• conteúdo de aspirador de pó (valores elevados de metais e poluentes orgânicos);
• fezes de animais domésticos, papel higiênico e fraldas (por razões de higiene).
Fonte: Instituto GEA
sábado, 10 de novembro de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
AMAZÔNIA+20 - SOBRE OS CERTIFICADOS
quarta-feira, 6 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Semana do Meio Ambiente 2012
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Data
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Evento
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Local
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Responsável/Palestrante
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04/06
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9h - Oficina de
reaproveitamento e reciclagem de materiais.
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Trazer três garrafas de água de plásticos vazias e uma lata de creme
de leite, leite moça ou molho de tomate vazias.
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LAB. DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DO CEAMAZON.
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Profª Carmem Dias e
bolsistas do Sublaboratório de Eco-compósitos da Faculdade de Engenharia
Mecânica. Tel: 3321-8910. Org: Solange Campos.
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05/06
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9h - Mesa de Debate UFPA
Sustentável: Caminhos para sua construção a partir de estudos na Cidade
Universitária.
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AUDITÓRIO DO CAPACIT
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Antônio ABelém
(PCT/Guamá)
Lúcia de Fátima
Almeida (Prefeitura/UFPA)
Jaqueline Sarmento
(Prefeitura/UFPA)
Adnilson Igor Martins
da Silva (Prefeitura/UFPA)
Gabriel Hiromite
(Prefeitura/UFPA)
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06/06
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9h - Caminhada e
plantio de mudas.
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PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA - GUAMÁ
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Solange Campos, ascom@fundacaoguama.org.br.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Amazônia + 20
Inscrições para o seminário siga o link: http://www.formfacil.com/amazonia20/inscricao
Obs: As inscrições são gratuitas e se encerram no dia do evento (28 de maio de 2012), os participantes terão direito a certificado emitido on-line (Carga Horária 16h). Após o preenchimento do formulário as inscrições serão confirmadas automaticamente.
Para maiores esclarecimentos sobre as atividades programadas no evento, entre em contato com o fone: 3201-8749 / 3201-8435 / 8821-1490 (Sônia Sollano) - 8272-1118 (Professor Alberto)
LOCAL: Universidade Federal do Pará – Belém, Pará, Brasil
Dia 28: Centro de Convenções Benedito Nunes
Dia 29: Instituto de Ciências Jurídicas
Inscrições on-line: http://ufpasustentavel.blogspot.com
APRESENTAÇÃO
De 13 a 22 de junho de 2012 está programada a Conferência das Nações Unidas
sobre Desenvolvimento Sustentável – RIO+20, com eixos de discussão centrados na
emergência de uma economia verde com inclusão social (erradicação da pobreza) e os
desafios da governança global para o desenvolvimento sustentável, num contexto de
baixas emissões de gases do efeito estufa (GEE) e aproveitamento de fontes renováveis.
A ECO 92 oportunizou debates importantes, mas hoje, o desafio está na elaboração e implementação de políticas pautadas no compromisso de manter o desenvolvimento socioambiental sustentável, que tenha como foco principal o equilíbrio de uma relação saudável, produtiva e harmônica entre o ser humano e a natureza.
Nesta perspectiva, potencializar e religar o conhecimento científico com os saberes das populações tradicionais como esforço transdisciplinar, maximizar potencialidades endógenas como o ecoturismo e regular serviço ambientais estratégicos, são apenas algumas iniciativas que precisam e podem ser subsidiadas por ações articuladas de ensino, pesquisa e extensão, para as quais a Academia, em sua relação com a sociedade, tem um papel estratégico.
A UFPA comprometida com as questões da Amazônia, em parceria com outras instituições que atuam na região, convida para o Seminário “Amazônia+20: Construindo uma Agenda de Sustentabilidade”, com o objetivo central de debater e subsidiar a elaboração de políticas públicas, formatando uma agenda de ações sustentáveis a partir de seu próprio lócus de ação, as Universidades.
PROGRAMAÇÃO
Dia 26 de maio – Sábado
. Inauguração do Bosque „UFPA Sustentável‟, com plantio de algumas árvores visando à preservação de algumas espécies da Amazônia, sobretudo aquelas consideradas em extinção.
. Caminhada e passeio ciclístico: “A caminho de uma vida sustentável e saudável”.
. Lanche no Bosque Camilo Viana (atitude solidária, que ocorrerá com a contribuição dos participantes que devem levar frutas e sucos regionais).
Dia 28 de Maio – Segunda Feira
8hs – Inscrições.
9hs – 9hs30 – Abertura Oficial do Evento
9hs30 - 10hs30 – Conferência “Desafios e perspectivas da RIO+20” - Ministra do Meio Ambiente
10hs30 - 11hs – Intervalo
11hs – 13hs
Mesa 1: Economia verde e inclusão social
Moderador: Alberto Teixeira - UFPA
Norma Ely – UEPA
Marcelo Diniz – UFPA
Oriana Trindade - UFPA
13hs – 14hs30 - Almoço
14hs30 -16hs30
Mesa 2 – Biodiversidade, recursos genéticos e populações tradicionais
Moderador: Denise Machado - UFPA
Reginaldo Tembé – Líder indígena e Secretário de Meio Ambiente
Ima Vieira – Museu Emílio Goeldi
Violeta Loureiro - UFPA
16hs30 – 17hs – Intervalo
17hs – 19hs
Mesa 3 – Universidades Sustentáveis: visões e experiências
Moderador: Erick Pedreira - UFPA
Representantes da UFPA, UFOPA, UFRA, UEPA
Dia: 29 de Maio - Terça Feira
9hs – 12hs
Mesa 4: Territórios de populações tradicionais, serviços ambientais e o futuro da
Amazônia
Moderador - Thomas Mitschein - UFPA
Marcio Santilli - Instituto Socioambiental
Virgílio Viana - Fundação do Estado de Amazonas
Representante do governo do Acre
Almir Suruí - Rondônia
Representante do Governo do Pará
Representante do Ministério do Meio Ambiente
12hs-14hs - Almoço
14hs – 16hs horas
Mesa 5: Serviços ambientais: relato de experiências
Moderador – Gilberto Rocha - UFPA
Projeto Suruí Carbono - Estado de Rondônia
Projeto Mutirão Tembé - Estado do Pará
16hs – 16hs30 – Intervalo
16hs30 – 18hs
Mesa 6: Definindo agendas locais e fortalecendo mutirões interinstitucionais em
benefício das populações tradicionais da Amazônia: Um desafio da política regional.
Moderador – Thomas Mitschein - UFPA
Universidade Federal do Pará
Ministério Público Federal
Fundação Nacional do Índio
Governo do Estado do Pará
Convidados da Mesa Redonda realizada pela manhã
18hs – Encerramento com Coral da UFPA, apresentações folclóricas e Coquetel
O seminário será filmado e transmitido via Web, simultaneamente ao evento.
Promoção
Universidade Federal do Pará
Apoio
Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA
Universidade Federal Rural do Pará - UFRA
Universidade do Estado do Pará - UEPA
Ministério do Meio Ambiente
Contatos e inscrições on-line:
http://ufpasustentavel.blogspot.com
quinta-feira, 22 de março de 2012
O dia mundial da água deve ser momento profundo de reflexão sobre o nosso padrão perdulário de produção e consumo, diante da finitude dos recursos da mãe-natureza. Ao contrário do discurso da abundância, a utilização predatória dos recursos hídricos na Amazônia, pela inoperância do poder público e visão geopolítica míope das elites políticas, colocam em risco a satisfação das necessidades básicas das atuais e futuras gerações. O texto abaixo de Leonardo Sakamoto é um convite para se repensar um dos grandes desafios deste século 21.Alberto Teixeira
Acho ótimo que pessoas e empresas estejam engajadas para o Dia Mundial da Água, que se comemora hoje. Portanto, essa onda para não
ser apenas uma ação de marketing no calendário anual da lavagem de marca é preciso de substância. Até porque água é um bem escasso e não pode ficar sendo usado para retirar manchas que só vão ser removidas com ações reais que mudem a forma como se faz negócios e não apenas perfume o que está sujo. E não é apenas o uso racional do que se retira do meio ambiente, pois água não serve só para cozinhar, tomar banho ou fazer cerveja. Resgato debates que já fiz aqui para aproveitar a efeméride.
Não estou menosprezando o problema causado pela retirada de água do ambiente, sem uma devida análise dos impactos. O lençol freático de muitas localidades produtoras de frutas no Brasil está cada vez mais baixo por conta da irrigação. Em outros locais, há brigas antigas com
fábricas de bebidas por conta dos baixos valores pagos para a utilização do recurso. Há ainda a situação de projetos de irrigação de pequenos proprietários que estão parados porque ninguém tem grana para pagar a conta da água no final do mês. Mundo maluco? Nada, faz sentido – a gente é que não percebe.
Mas pensar racionalmente a água passa por racionalizar a construção de grandes hidrelétricas, que afogarão comunidades ribeirinhas ou indígenas em algum lugar ou irão maltratar trabalhadores nos
canteiros de obras, em detrimento a apostar em formas mais limpas de produzir energia – que hoje são caras por falta de investimento. Ou a contaminação de rios, córregos e lençóis freáticos com agrotóxicos, um problema lento, que vai se acumulando com o tempo de forma silenciosa e discreta.
Muito tempo atrás, durante as brigas do amianto, um advogado que defendia o interesses dos trabalhadores trouxe um pedaço do produto para ser mostrado em uma audiência judicial com os que defendiam as
empresas. O amianto, acusado de causar danos à saúde dos trabalhadores, circulou na mesa. Do lado corporativo, que defendia que o produto era inofensivo como uma bola de gude, ninguém quis tocá-lo… Quando a Anvisa faz uma reavaliação toxicológica de substâncias químicas, parte dos produtores alega que vetos causarão aumento de custos. Entendo o lado deles, mas aceitar algo que não está de acordo com os padrões mínimos é uma bomba-relógio que vai explodir em algum momento, em algum lugar. Em pontos de recarga do Aquífero
Guarani, aquele conjunto de reservatórios subterrâneos no Centro-Sul do Brasil e Mercosul do tamanho de um mar, já se constata contaminação e em áreas de atividade intensiva de químicos na agricultura.
pesticidas mesmo, não sou eu que vou ter minha casa inundada por uma
hidrelétrica e nunca ser ressarcido, não sou eu que vou ser acusado de não cuidar da cadeia produtiva da água. Na melhor linha, do “só é errado se te descobrem”.
Ninguém considera que quando demando um produto, mesmo que não possua água diretamente em sua fórmula, sou responsável pela
forma como ele foi feito – incluindo a água usada em sua fabricação. Banho curto, não lavar a calçada com a mangueira, usar sistemas de descarga mais inteligentes são importantes. Mas são apenas a ponta do iceberg. A capacidade do consumidor de dizer não para empresas que criam os mais diferentes impactos na água do planeta, impactos que, às vezes, não estão à mostra, pode fazer uma diferença gritante no final das contas.
Afinal, a vida se conecta pela água – mas também pode ser por ela destruída.
* Publicado originalmente no Blog do Sakamoto.
sábado, 17 de março de 2012
UFPA faz parceria com Rede Nossa Belém para Sustentabilidade
A Universidade Federal do Pará é a mais nova parceira da Rede NossaBelém na implementação do Programa Cidades Sustentáveis, o qual tem por objetivo sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. A cerimônia de assinatura da Carta Compromisso, a qual estabelece
a participação da UFPA nas ações para o desenvolvimento urbano sustentável, foi realizada nesta sexta-feira, 16, no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ).
Durante o encontro, o reitor Carlos Maneschy destacou o papel da UFPA nas ações de sustentabilidade do Programa. “A Universidade tem talentos, competências e experiências acumuladas para poder colaborar e é, certamente, agente indispensável nessa rede associativa que busca um futuro melhor para todos nós”, pontuou o reitor Carlos Maneschy.
O coordenador da Rede Nossa Belém, Ivan Costa, também enfatizou a importância da adesão da Universidade ao Programa. “A UFPA, ao assinar este termo de colaboração, consegue avançar na sua visão, que é integrar-se, cada vez mais, à sociedade e disponibilizar o vasto conhecimento que detém, levando a esta o retorno do investimento que é feito nela." O evento reuniu, ainda, parlamentares, representantes de partidos políticos, pré-candidatos, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção Pará e do Ministério Público Federal, entre outros.
Segundo o coordenador do Programa Cidades Sustentáveis e Coordenador-Geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, como 2012 é ano de eleição municipal, o momento é de convocação de agentes para assumirem o compromisso com ações de sustentabilidade. “O candidato que se compromete com o Programa Cidades Sustentáveis tem à sua disposição uma ampla agenda, contendo os doze eixos temáticos para se trabalhar as ações de sustentabilidade urbana.
Caso seja eleito, terá 90 dias após a sua posse para apresentar um diagnóstico da cidade e, a partir do conjunto de indicadores básicos do Programa, estabelecer metas para a sua gestão”, explica.
sexta-feira, 16 de março de 2012
UFPA ADERE AO PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS

Em evento realizado hoje (16/03) no Instituto de
Ciências Jurídicas – ICJ da Universidade Federal do Pará, que contou com a presença do empresário Oded Grajew, Presidente Emérito do Instituto Ethos, Coordenador do Programa Cidades Sustentáveis e Coordenador-Geral da Rede Nossa São Paulo, cujo objetivo foi apresentar à sociedade civil, ao Poder Público e aos Partidos Políticos, a estratégia de implantação do Programa Cidades Sustentáveis; o Magnífico Reitor Carlos Maneschy assinou formalmente a carta de adesão aos doze eixos temáticos do Programa, assumindo o compromisso de tornar a UFPA, a partir de ações concretas, exemplo de uma cidade universitária solidária e sustentável.
O Programa Cidades Sustentáveis – PCS (www.cidadessustentaveis.org.br) tem por objetivo sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável, oferecendo aos candidatos uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda, enriquecida por casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem adotadas pelos gestores públicos municipais.
Em Belém, o PCS está sendo implementado pela Rede Nossa Belém, vinculada à Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e articulada por diversas entidades locais, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA), a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB/PA), o Observatório Social de Belém, a CNBB/Comissão de Justiça e Paz, o LADEC – FAU – UFPA - Laboratório de Análise e Desenvolvimento do Espaço Construído da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará, o SINDIFISCO/PA, o Programa de Voluntariado da Classe Contábil e diversos voluntários e voluntárias.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

para. Entre palestras, as aulas no curso de jornalismo ambiental, idealizado
por ele, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), a apresentação do Jornal
das Dez e a chefia da edição do premiado Cidades e Soluções, ambos da Globo
News, o jornalista está lançando seu quarto livro Mundo Sustentável 2 – novos
rumos para um planeta em crise (editora Globo Livros, R$ 44,90).
Nas 400 páginas de papel reciclado
certificado, é possível encontrar reportagens do jornalista veiculadas na Globo
News e na Rádio CBN, artigos publicados em diversos veículos de comunicação,
além de textos inéditos de diversos especialistas, entre eles, nomes como
Adalberto Veríssimo, Roberto Schaeffer, Samyra Crespo, Sérgio Abranches e
Suzana Khan.
Programado para ser uma atualização
do livro Mundo Sustentável: Abrindo espaço na mídia para um planeta em
transformação, a publicação vai além ao abordar os desafios da maior crise
ambiental da história da humanidade. Para Trigueiro, o livro está mais bem acabado
do que o primeiro. “Superou as expectativas”, afirma. Os direitos autorais da
obra foram cedidos para o Centro de Valorização da Vida (CVV), que completa 50
anos de serviço voluntário de apoio emocional e prevenção do suicídio.
Nessa entrevista, concedida por
telefone ao EcoD, o jornalista fala sobre o livro e ainda sobre as expectativas
da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o
avanço da consciência socioambiental na política e no jornalismo, a liderança
internacional do Brasil na questão ambiental e os principais desafios da área.
EcoD: No dia 6 de janeiro, você
lançou publicamente o seu quarto livro. Como foi a receptividade?
André Trigueiro: Foi fantástica, uma tsunami verde de gente, de todos os matizes
ideológicos, políticos e espirituais. Esse evento demonstrou que a
sustentabilidade consegue aglutinar forças que não são propriamente iguais. Mas
que não são opostas por isso, são apenas diferentes.
EcoD: O livro é uma coletânea de
artigos seus e teve a participação de 35 especialistas. Como foi o processo de
produção?
Trigueiro: O projeto original era para ser uma edição revista e atualização do
livro Mundo Sustentável: Abrindo espaço na mídia para um planeta em
transformação, lançado em 2005. Ano passado, me chamou a atenção que o livro
ainda estava em catálogo e com boa vendagem. Mas eu estava constrangido porque
em seis anos muita coisa nova aconteceu e o livro, em alguns aspectos, estava
datado. Esse trabalho superou as expectativas e no final percebemos que, na
verdade, trata-se de um novo livro. A colaboração dos especialistas é inédita.
Eu acho que este livro está melhor acabado do que o de 2005.
RIO+20
EcoD: Essa nova edição foi inspirada
na Rio+20?
Trigueiro: Não era essa a intenção. O livro era para ter sido lançado há dois
meses, mas houve um atraso no processo de revisão. Quando o livro ficou pronto,
percebi que, pela multiplicidade de temas importantes na área do universo
socioambiental, ele contempla a agenda da Rio +20 sem ter sido essa a intenção
original.
EcoD: E o que o senhor espera da
cúpula?
Trigueiro: (Suspiro). Eu espero que seja algo mais do que uma terapia de grupo, em
que todo mundo diga como deseja a mudança, o que precisa ser feito, mas não
sacramente uma posição, nem assuma compromisso. Porque o diagnóstico já existe,
todo mundo sabe o que deve ser feito. O mundo tem pressa nas medidas efetivas.
Esse é o risco da Rio+20: ser mais um cúpula onde vai haver os discursos mais
emocionantes e não se consiga acelerar o processo. Esse é o grande desafio. Não
podemos sair da cúpula como a gente entrou.
EcoD: Muitos especialistas temem que
seja uma cúpula que somente analise o que foi feito nos últimos 20 anos, desde
a Rio 92…
Trigueiro: Pelo que eu entendi, a pauta é discutir o que seria uma economia verde
e procurar promover um encontro das expectativas do terceiro setor, que se
reúne antes para formatar propostas para os chefes de estados. Daí para frente
não se sabe o que vai acontecer. Mas não podemos esperar que a Rio+ 20 seja uma
grande conversa sobre 20 atrás, a gente tem que avançar. O que é incrível é que
já sabemos o que está errado e o que precisa ser feito. Falta fazer.
DESAFIOS NACIONAIS
EcoD: A conferência acontecerá no
Brasil em meio algumas polêmicas sobre políticas ambientais consideradas como
retrocesso, como a possível aprovação do novo Código Florestal. Quais são os
principais desafios ambientais do país?
Trigueiro: Uma questão você já levantou, nós temos ainda uma dúvida sobre o que
será o texto do novo código florestal. Ele ainda passa por uma última etapa no
Congresso antes de ir à sanção presidencial. A presidente Dilma já disse que o
Novo Código não será o dos sonhos dos ruralistas, mas também não será aquele
considerado o ideal pelos ambientalistas. O que vai ser ela não disse. Há uma
expectativa nesse sentido. É importante que a gente faça esse link entre o
código florestal e as metas que o Brasil assumiu voluntariamente, formatadas em
lei, de redução de emissões de gases estufas através da redução do
desmatamento. Tenho a convicção de que a presidente Dilma tem essa preocupação,
de que como anfitrião (da Rio+20) não podemos aprovar um novo código que coloca
em risco o cumprimento de uma lei. Ele não pode significar a redução das áreas
vegetadas do Brasil.
EcoD: E além do código?
Trigueiro: Os outros quesitos eu acho que a gente avança. Nós temos no Brasil a
vantagem estratégica de ter uma matriz energética majoritariamente renovável. É
preciso consolidar essa posição e manter a meta de não sujar com mais
combustível fóssil a nossa matriz. O Brasil foi um dos países que mais
cresceram no mundo no incremento da energia eólica nos últimos anos. É uma
referência na área do biocombustível, etanol e biodiesel. E o Brasil precisa,
enquanto megaprodutor de petróleo com a descoberta pré-sal, ser referência em
segurança. Todo o protocolo de segurança que envolve que a exploração do
petróleo nessa camada requer a atenção, porque há lacunas importantes. Uma
delas, diz respeito ao papel da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As agências
reguladoras foram criadas para ter autonomia, funcionar sem a tutela do Estado.
A partir do Governo Lula, elas tiveram o seu poder de agência esvaziados.
Alguns especialistas denunciam uma fragilidade no arcabouço jurídico para uma
ação firme de monitoramento e fiscalização das petroleiras no Brasil. E isso é
um problema. A gente precisa ter uma clareza sobre o papel dessas agências.
EcoD: De certa forma, tivemos
recentemente um vazamento que evidencia isso…
Trigueiro: Quais dos três? Nas minhas contas, foram ao menos três vazamentos
recentemente…
EcoD: O do próprio pré-sal.
Trigueiro: Não, mas antes, sem ser pré-sal que é mais preocupante pois a
complexidade é maior, teve o vazamento da Chevron e o de outra companhia na
Baía de Ilha Grande. Os três têm em comum o fato de terem acontecido muito
próximo uns dos outros e as circunstâncias, principalmente nos dois primeiros,
não devidamente esclarecidas. É muito importante termos a vigilância, a
sociedade se dá conta de que a atividade de petróleo é arriscada em todo o
mundo. Talvez não se tenha feito todos os esforços necessários para reduzir ao
mínimo esse risco.
EcoD: Recentemente o brasileiro
Braúlio Dias foi indicado para assumir o cargo de secretário de biodiversidade
da ONU, demonstrando o reconhecimento da intenção brasileira de liderança
internacional na questão ambiental. O país está preparado para assumir esse
papel?
Trigueiro: Com certeza. O mundo mudou. Esse mundo, que a gente vê na geografia
institucional da ONU, caducou. O Brasil se destaca pelo seu território,
população e economia como um país que tem uma vocação natural para assumir um
papel mais importante do aquele que lhe foi atribuído no pós-guerra. É
perfeitamente compreensível esse protagonismo.
EcoD: Há muito que se fala sobre o
equívoco que é o modelo de consumo desenfreado. Na semana passada, um relatório
do Ipea destacou que o crescimento econômico não pode ser fundado nos recursos
naturais. Está havendo uma mudança de consciência real ou ainda se enxerga a
preservação ambiental como marketing?
Trigueiro: Há uma mudança de consciência. Agora, é importante que essa mudança
seja percebida nas diretrizes da política econômica. Fico satisfeito em
perceber que cresce o número de economistas que ousam desafiar o pensamento
econômico prevalente, o qual ainda insiste em demonstrar que não há limite para
capacidade dos ecossistemas suprirem a humanidade de matéria-prima, energia e
água. Economia pensa muito em fluxo, mas não pensa em estoque.
INFORMAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE
EcoD: Na análise que fez da mídia no
seu livro Meio Ambiente no Século XXI, o senhor afirmava que a avalanche de
informações perturbava a capacidade de discernir o que é essencial. Esse quadro
já mudou? Como o senhor avalia a cobertura ambiental nesses últimos anos?
Trigueiro: Eu acho que houve um agravamento com um novo gênero de vício, que é a
internet. Nós temos um problema: de tão fantástica que é a capacidade de se
comunicar rapidamente com tanta gente através das redes sociais, muitas pessoas
não tem controle desse processo e passam longas horas no computador, o que
exaure a capacidade de elaborar a compreensão da realidade. Nesses últimos dez
anos, tivemos fatores de dispersão agravados.
Eu não gosto de usar expressão
jornalismo ambiental. Eu não sou jornalista ambiental, eu sou jornalista
interessado nos assuntos da sustentabilidade. Parece que o jornalismo em si não
contempla ou não deveria prestar muito atenção assuntos ambientais, porque
disso cuida o jornalista ambiental. Esse fracionamento não é, para mim, real.
Esse esquartejamento não deixa compreendermos uma realidade sistêmica. Se a
gente começa a fechar o foco em fragmentos, a compreensão dessa realidade se
dilui.
Os jornalistas, progressivamente,
estão começando a entender que meio ambiente não se reduz a bichinho e floresta.
Já há uma percepção que quando se discute uma pauta ambiental, estamos
discutindo um modelo de civilização, ética no desenvolvimento, qualidade de
vida, saúde e bem-estar, o direito de todos os seres. Estamos evoluindo,
estamos conseguindo perceber que nem tudo é possível explicar no lead. E que
existem meios no texto jornalístico de aludir à visão sistêmica.
EcoD: O jornalismo ambiental, ao
defender a preservação ambiental, quebra o dogma da parcialidade, tão defendido
nos cursos de comunicação. A sociedade estranha o “tomar partido” jornalístico?
Trigueiro: Há questões sobre as quais os jornalistas devem ser parciais. Não é
possível, no jornalismo, a gente achar que a corrupção tem dois lados: um bom e
um ruim. Portanto, dentro da linha editorial de um veículo de comunicação,
jamais será possível tolerar qualquer acolhimento da corrupção como uma ideia
possível, uma prática perdoável. Segundo exemplo: a escravidão. Ainda existe
escravidão no Brasil e no mundo. Não há dois lados da escravidão. Em qualquer
circunstância, ela é abominável e deve ser condenada. O mesmo se aplica aos
assuntos da sustentabilidade. Se a gente entende sustentabilidade como condição
da nossa sobrevivência em um planeta com recursos finitos, teremos que
repactuar a maneira como nos relacionamos com a natureza. Nesse sentido,
sustentabilidade é a senha para que possamos todos viver nesse mundo,
inspirados no que Gandhi disse: “A terra possui o suficiente para garantir a
necessidade de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens”. Sendo
assim, não é possível condenar a ideia da sustentabilidade. Se não
reconfigurarmos os modelos, vamos perecer.
EcoD: Você acredita que ainda dá
tempo de evitar esse ecocídio?
Trigueiro: Nós não somos suicidas. A história mostra que o ser humano sempre
avançou com muito vagar em direção a uma consciência mais acurada da realidade,
mas a gente sempre mudou rápido quando o que estava jogo era nossa
sobrevivência. Porque aí não tem discussão. De uma forma ou de outra, a gente
vai alcançar o objetivo. A forma ideal é não esperar acontecer o pior para
mudar. A gente deve deixar de priorizar o lucro imediato, a acumulação absurda
de bens e recursos no menor tempo possível, que é o mantra do capitalismo. A
outra maneira é pela dor, pela escassez. E não é justo que seja assim porque já
temos um estoque de conhecimento, de tecnologia, suficiente para dar esse
salto.
* Publicado originalmente no site EcoD.


